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coletor de admissão

O Cabeçote com 16V produz mais potência, no motor com cabeçote de 16V normalmente se usa um coletor longo, pois com um coletor longo a média rotação se privilegia o torque com o efeito " Pulsação (efeito de retorno das moléculas ao encontrarem a válvula de admissão fechada ricocheteando nas paredes do coletor, melhorando o enchimento do cilindro " Efeito Bomba"/Golpe de aríete), evitando assim o chamado buraco na aceleração.
Os chamados motores multiválvulas (16v, 20v etc.) apresentam uma deficiência em baixas rotações devido as baixas velocidades de depressão no coletor.
Como exemplo em um motor com 16V ou seja, 4v por cilindro, temos a abertura de duas válvulas de admissão simultaneamente, diminuindo a depressão no coletor e conseqüentemente o arraste de ar, causando assim o chamado " buraco de aceleração. Alguns motores possuem uma borboleta controlada pelo módulo de injeção que fecha uma das entradas do coletor de admissão, tornado o efeito de admissão em baixas rotações parecido com um motor de 8v.
Existem sistemas de injeções eletrônicas em que o acelerador eletrônico exerce um controle de torque abrindo a borboleta do acelerador progressivamente, minimizando assim a queda de depressão no coletor.
Para entender o funcionamento do coletor de admissão, é necessária a compreensão de dois fatores: perda de carga e pulsação.
- Perda de carga: existe quando ocorre o atrito do ar nas paredes do coletor de admissão significativamente;
- Pulsação: é o golpe de ar formado dentro do coletor dado pela abertura e fechamento das válvulas de admissão.
Quanto à aplicação do coletor, é avaliado o que é mais conveniênte ou mais significativo entre um e outro (perda de carga ou pulsação).
Em um motor em marcha lenta é necessário o uso das características de um coletor curto, pois não há presença do fenômeno “pulsação”. Mesmo usando-se um coletor longo, a velocidade dos pistões em marcha lenta é baixa, gerando um baixo deslocamento de ar. Já um motor entre 1500 e 3000 rpm cria uma velocidade onde a pulsação é bastante significativa para contribuir para o enchimento dos cilindros, aproveitando este efeito de bombeamento, também chamado golpe de aríete.
Em um motor com giro alto, o efeito citado acima não é significativo, não contribuindo para o enchimento do cilindro, então a perda de carga torna-se mais relevante (prejudicial). Quando o comprimento do coletor é longo, o motor passa a ter muita perda de carga por atrito, devido a seu alto volume de massa de ar, gerado pela alta rotação dos pistões. Então, é necessário trabalhar com o efeito de coletor mais curto.
Conclusão:
Motor em marcha lenta: Um coletor curto apresenta mais eficiência, pois não apresenta pulsações com um baixo deslocamento dos pistões ( RPM mais baixa).

Rotação média: Na rotação média o regime é de torque, temos ai mais eficiência usando um coletor longo, pois o efeito de pulsação contribui para o enchimento dos cilindros  ( 1500 a 3000 rpm).

Alta Rotação: Este regime é denominado de potência, onde um coletor mais curto é mais eficiente, pois o efeito de pulsação não contribui mais para o enchimento dos cilindros do motor ( acima de 3000 RPM), pois a freqüência de abertura e fechamento das válvulas de admissão e o grande volume de ar acaba criando resistência para trafegar em um coletor longo, logo trabalha-se com um coletor curto.
Para um funcionamento perfeito de um motor pensando-se em torque e potência o ideal é ter um motor com 8v em baixas rotações e um de 16v em altas rotações, pois um motor de 8v atinge seu torque máximo acerca de 2800 RPM, enquanto um motor com 16v com 4200 RPM.
Lembrando que a pressão na cabeça do pistão no ápice da combustão é medida em toneladas cerca de 1,5 toneladas.

As variáveis de coletor de admissão apresentadas pode ser obtidas pelo sistema de coletor variável característica de alguns veículos, porém o que se privilegia nos motores dos veículos de passeio sem coletor variável é o torque usando-se então um coletor longo.

Troca de óleo

As dúvidas sobre a correta forma de trocar o óleo lubrificante ainda são comuns entre os reparadores automotivos. Uma substituição feita no tempo errado e na quantidade indevida pode provocar a redução da vida útil do óleo, desgaste prematuro das peças do motor, superaquecimento, entre outros problemas.

Para solucionar estas e outras questões, é importante tomar alguns cuidados e procedimentos  que fazem muita diferença no desempenho do veículo.

Por que é importante trocar o óleo do seu carro?

Com o passar do tempo, o óleo do motor pode perder a sua viscosidade. A viscosidade faz com que o óleo permaneça por mais tempo revestindo as partes móveis que ficam em contato dentro do motor, como bielas, aneis, cilindros, bronzinas, mancais, comandos, válvulas, etc. Perdendo a viscosidade, o atrito entre as peças poderá comprometer o bom funcionamento do motor, diminuindo sua vida útil, reduzindo o desempenho, consumindo mais combustível, e ao médio ou longo prazo, provocar desgaste prematuro nos anéis, fazendo com que o motor “queime óleo”, até que o leve à retífica.

Como avaliar qual tipo de óleo usar? 

Seguir sempre a recomendação do Manual do Proprietário.

Onde eu devo trocar o óleo?

Existem 4 premissas para a lubrificação bem feita; utilizando o lubrificante correto, na quantidade indicada, utilizando as ferramentas e dispositivos de lubrificação adequados e na troca na periodicidade recomendada. É adequado procurar locais com a estrutura necessária e com a equipe treinada tecnicamente para atender a estas premissas, que normalmente são: concessionárias, postos de serviço, super trocas, oficinas mecânicas especializadas e redes de pneus.

Quais critérios se devem analisar, quando for substituir o óleo indicado no manual por um similar?

Devem obedecer às especificações do óleo recomendado do Manual do Proprietário, de acordo com a viscosidade SAE (Sociedade de Engenheiros Automotivos), e com a aditivação API (Instituto Americano de Petróleo), ACEA, ILSAC ou JASO. Todos os lubrificantes contêm as informações nos rótulos sobre homologações e especificações.

Por que estamos vendo com muito mais frequência a recomendação de lubrificantes semissintéticos pelas montadoras?

Os óleos semissintéticos ou de base sintética, possuem performance superior comparada a dos óleos minerais, com custos inferiores a dos sintéticos, associando custo x benefício com a evolução da tecnologia dos motores.

Quando se deve completar o nível de óleo?

Com o uso do carro, o nível do óleo baixa um pouco devido às folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão. Assim, enquanto não chega o momento de trocar o óleo, deve-se completar o nível gradativamente.

Qual a diferença entre óleos sintéticos, semissintéticos e minerais?

O lubrificante é composto por óleos básicos e aditivos. Sua função no motor é lubrificar, evitar o contato entre as superfícies metálicas e refrigerar, independentemente de ser mineral ou sintético. A diferença está no processo de obtenção dos óleos básicos. Os óleos minerais são obtidos da separação de componentes do petróleo, sendo uma mistura de vários compostos. Os óleos sintéticos são obtidos por reação química, havendo assim maior controle em sua fabricação, permitindo a obtenção de vários tipos de cadeia molecular, com diferenças características físico-químicas e por isso são produtos mais puros.
Os óleos semissintéticos ou de base sintética, empregam mistura em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos, buscando reunir as melhores propriedades de cada tipo, associando a otimização de custo, uma vez que as matérias-primas sintéticas possuem custo muito elevado.

Não é recomendado misturar óleos minerais com sintéticos, principalmente de empresas diferentes. Seus óleos básicos apresentam naturezas químicas diferentes e a mistura pode comprometer o desempenho de sua aditivação, podendo gerar depósitos. Além disso, não é economicamente vantajoso, já que o óleo sintético é muito mais caro que o mineral e a mistura dos dois equivalem praticamente ao óleo mineral, sendo, portanto, um desperdício. 
Uma dica interessante se refere à troca de óleo mineral por sintético. É importante trocar o filtro de óleo junto com a primeira carga de sintético e trocar esta carga no período normal de troca do veículo em função da sua utilização.

Qual o nível correto do óleo no carro? 

São os traços da vareta de óleo que indicam o nível. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o nível correto se encontra entre os dois traços e não só no traço superior. Se o óleo fica abaixo do mínimo da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação. No entanto, se o óleo fica acima do máximo da vareta, haverá aumento de pressão no cárter, podendo ocorrer vazamento e até ruptura de bielas, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de combustão sujando as velas e as válvulas, danificando também o catalisador no sistema de descarga do veículo.
 
Quando se deve trocar o óleo do carro? Há algum sinal que o veículo apresente?

O correto é seguir rigorosamente a recomendação do Manual do Proprietário de acordo com a quilometragem, ou, geralmente após 6 meses. Alguns sinais são a perda de potência e o superaquecimento.

Por que motor deve estar quente na hora de troca de óleo?

Facilita a saída das impurezas pelo dreno do Carter, pelo fato de estar menos viscoso (mais fino) e as partículas estarem dispersas em suspensão.

Quanto tempo deve-se esperar para medir o nível de óleo?
 
É importante que se espere pelo menos 15 minutos após o motor ter sido desligado para medir o nível. Isso ocorre porque, neste tempo, o óleo vem descendo das partes mais altas do motor para o cárter e assim podemos ter a medida real do volume, mas sabe-se que dificilmente este período é respeitado nos postos de serviço.

Qual a diferença entre “serviço severo” e “serviço leve”, que são termos usados pelos fabricantes de veículos quando falam em intervalos de troca?

No serviço severo os veículos trabalham com carga em centro urbano, e/ou com baixa velocidade no tráfego tipo “anda e para” e/ou por pequenas distâncias, e/ou de até seis quilômetros (grande troca de marcha) e/ou ambiente externo sujeito à contaminação por poeira. O serviço leve ocorre com o veículo sem carga, em velocidade constante na estrada por percursos longos, com boa pavimentação, e em ambiente externo não agressivo.

O filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?

Sim. O óleo, com seus aditivos detergentes e dispersantes, carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Ao passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas, e as menores continuam em suspensão no óleo. Chega um momento em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do óleo, podendo causar falhas na lubrificação. A situação se agrava quando ocorre o bloqueio total do filtro de óleo, o que pode causar sérios danos ao motor. O período de troca do filtro de óleo também é recomendado pelo fabricante do veículo e consta do manual do proprietário. Deve ser feita a cada duas trocas de óleo. Hoje já existem fabricantes que recomendam a troca do filtro a cada troca do óleo, para que não haja mistura do óleo novo com o residual que se encontra no filtro.

Quais são os perigos de se usar um óleo incorreto?

Perda da garantia da montadora, redução da vida útil do lubrificante, mau funcionamento, desgaste prematuro das peças, superaquecimento, má limpeza do sistema e consequentemente a perda do motor, entre outros.

Qual é a relação entre usar combustível de um posto não muito confiável e a questão da lubrificação?

Combustíveis adulterados são danosos ao motor e implicam queima inadequada e excesso de sujeira no motor. Lubrificantes de maior performance, como semissintéticos e sintéticos poderiam resistir um pouco mais que os minerais, mas não seriam suficientes para evitar a borra em motores que rodam com combustíveis fora das suas especificações, principalmente aqueles adulterados com solventes.

Por que é recomendável utilizar óleo sintético no motor do veículo?

O óleo sintético resiste mais à oxidação gerada pela temperatura, tem menos perda por evaporação, menor formação de borras e lacas e em alguns casos, atração molecular. Embora os lubrificantes sintéticos ofereçam qualidade superior, a maioria dos fabricantes de veículos ainda não diferencia os períodos de troca entre sintéticos e minerais. Existem lubrificantes sintéticos com viscosidade muito abaixo da recomenda pela Montadora para um determinado modelo. Portanto, recomendamos seguir a indicação do Manual do Proprietário.

Relação Estequiomértica

Define - se  como relação estequiométrica, a razão entre uma quantidade de combustível ( em  peso) e uma determinada quantidade de ar ( em peso), obtendo uma queima de forma correta.
O álcool tem proporção estequiométrica de 9,00:1 ( 9,00 partes de ar para cada 1 parte de álcool ) em massa, a enquanto a gasolina tem 13,20:1.
Para a mesma massa de ar, são utilizados 60% a mais de massa de álcool.
Em volume, é necessário mais de 43% de álcool do que de gasolina. Por isto os injetores para álcool têm que ter uma vazão em torno de 50% maior do que bicos para gasolina. U fato interessante que decorre disto é que apesar de a gasolina fornecer mais de 38% de energia, o fato de ser necessário 43% a mais de álcool para mistura, faz com que um motor ganhe em torno de 5% de torque e potência só ao passar a queimar álcool. 


Leia mais em "curiosidades" neste blog.

Álcool

O álcool, ao contrario da gasolina, é uma substância pura (etanol), embora seja encontrada nos postos como sendo uma mistura de 95% de água e 5% de água, em volume. É molécula cuja fórmula é C2H5OH. Por ter oxigênio na composição, a molécula ganha uma polaridade que faz com que o álcool seja líquido à temperatura ambiente pela maior coesão entre as moléculas.
É um combustível que não deixa borras, sendo bem mais "limpo"  que a gasolina, ao contrario do que se pensava nos primeiros anos do programa proálcool. Tem a desvantagem de ser mais corrosivo no estado liquido que a gasolina, o que demanda um tratamento anticorrosivo nos metais que tem contato com o álcool em sua fase líquida, normalmente através de um revestimento com metal que não reaja com ele, como níquel, que era usado para revestir o Zamak dos carburadores.



Leia mais "poder calorífico, calor de vaporização, ponto de fulgor, octanagem e gasolina", neste blog. 

Calor de Vaporização

O calor de vaporização é a quantidade de energia necessária para que um elemento ou de uma substancia que se encontra em equilíbrio com seu próprio vapor, a pressão de uma atmosfera  passe completamente para o estado gasoso.
A gasolina tem um calor de vaporização de 325 Kj/litro e o álcool 744 kj/litro.
Isto quer dizer que o álcool necessita de mais do que o dobro de energia para se vaporizar. Esta vaporização, nos carros carburados e com injeção mono ponto , acontece dentro do coletor de admissão . A energia para vaporizar é conseguida através do calor do motor, que também aquece o coletor de admissão . Porém, ao se vaporizar, o combustível remove (diminui) a temperatura do coletor de admissão, pois esta "roubando" energia do ambiente.
Não é difícil concluir que o álcool "rouba" mais que o dobro de energia, diminui muito mais a temperatura do coletor.
Se a temperatura cair muito, o combustível não se vaporiza mais e se liquefaz ( passa para o estado liquido) dentro do coletor, causando um corte súbito no funcionamento do motor, causado pela falta de combustível momentânea.
Para evitar isto, promove-se o aquecimento do coletor de admissão, fazendo passar água quente do motor pelo coletor para a manutenção do aquecimento. Este aquecimento é muito mais necessário em um motor a álcool, pela sua maior demanda de energia para vaporizar-se.
Em motores com turbocompressor, o próprio aquecimento do ar, imposto pelo trabalho de compressão que o turbo realiza, serve para facilitar a vaporização do álcool.

  • Para se ter uma idéia , um motor operado com uma pressão de 0,30 Kgf/cm2 faz o ar aquecer de 25° a 65°aproximadamente;
  • Com uma pressão de 1,0 Kgf/cm2, a uma temperatura do ar, na saída  da turbina, fica em torno de 115° C.

Entretanto, em motores carburados ou monopontos , enquanto o turbo não aciona ( entra em carga ), o motor a álcool fica "quadrado". Uma forma de resolver este problema é utilizar sistemas de injeção de combustível multiponto, onde o álcool é pulverizado direto na haste da válvula de admissão (a cabeça da válvula está em contato direto com a explosão da câmara de combustão ) onde a temperatura é constante.

Além disso, o injetor ao pulverizar o combustível  aumenta substancialmente a área de troca térmica levando o álcool a uma vaporização quase instantânea.       



Leia mais em "poder calorífico,ponto de fulgor e octanagem", neste blog.

Octanagem

Octanagem é a capacidade que determinado combustível tem de suportar calor sem entrar em combustão expontânea . Isto significa que este pode suportar maior compressão se explodir espontaneamente,
O álcool tem um poder antidetonante maior que a gasolina. Enquanto a gasolina comum tem em torno de 85 octanas e o álcool tem o equivalente a 110 octanas. Isto faz com que um motor  que funcione com álcool possa ter uma taxa de compressão maior do que um motor a gasolina. Enquanto as taxas para gasolina variam entre 9,0 e 10,5:1, as taxas para álcool ficam entre 12,0 e 13,5:1.
Como o *rendimento térmico de um motor aumenta conforme aumenta sua taxa de compressão os motores a álcool tendem a ter um rendimento térmico maior do que um motor a gasolina, compensando  em parte o menor poder calorífico. A velocidade da chama do álcool é menor, o que demanda de maior avanços de ignição.
* Rendimento térmico é a % da energia do combustível que é transformada em movimento pelo motor.

leia mais em "ponto de fulgor e poder calorífico" deste blog.

Ponto de Fulgor

Ponto de fulgor é a temperatura a partir da qual poder haver uma quantidade suficiente de combustível vaporizado a ponto de gerar uma reação em cadeia.
Uma explosão é um evento de reação em cadeia. Quando uma molécula de combustível reage com o oxigênio presente no ar, ela gera energia,fazendo com que a molécula vizinha também reaja, criando esta reação em cadeia.

  • O ponto de fulgor do álcool é de 13°C. Isto significa que não é possível haver combustão de álcool abaixo desta temperatura. Isto explica por que é necessário usar gasolina para a partida a frio em motores a álcool em temperaturas baixas;
  • O ponto de fulgor da gasolina  pura é de aproximadamente -40°C.
Esta 2 propriedade descrita acima decorrem do oxigênio presente na molécula do álcool. Isto faz com que a força de coesão entre as moléculas seja maior do que as da gasolina , que se mantém líquida pelo maior de suas moléculas. A menor atração molecular da gasolina é que faz com que tenha menor calor de vaporização e ponto de fulgor.

Poder Calorífico

Defina-se poder calorífico como a quantidade de energia contida no combustível, sendo que quanto mais alto for o poder calorífico, maior será a energia contida. 
O álcool, por conter oxigênio na molécula, tem um poder calorífico menor que a da gasolina, sendo que o oxigênio aumenta o peso molecular, mas produz energia.
* O álcool hidratado ( 95% ) produz a energia de 20 MJ/Litro;
*A gasolina ( com 22% de álcool anidro) produz 27,5 MJ/Litro.
Note que 1 litro de gasolina produz 37,5% mais energia do que 1 litro de álcool. Daí que um motor com o mesmo rendimento térmico faça:
  • Com gasolina = 10 Km/litro;
  • Com álcool = 7,27 Km/litro.
O álcool,por conter oxigênio nas moléculas (35% do peso molecular do álcool é oxigênio), tem um poder calorífico menor que o da gasolina, uma vez que o oxigênio aumenta o peso molecular, mas não produz energia.
Isto explica a menor Km/l de um motor a álcool em relação ao mesmo motor a gasolina.


"Veja mais em Ponto de Fulgor."

Gasolina velha no tanque

Gasolina

A gasolina não é uma substancia pura, é uma mistura de centenas de hidrocarbonetos(1) que tem entre 3 a 12 carbonos nas moléculas, proveniente de uma faixa da destilação do petróleo, onde há componentes leves e pesados na gasolina. Conforme o tempo passa, os mais leves se evaporam, deixando apenas os mais pesados.Por isso se diz que a gasolina "ficou velha no tanque". Em aproximadamente 60 dias, a gasolina muda sua composição por causa da evaporação dos componentes leves, sobrando os mais pesados, que costumam ter uma octanagem(2) menor. Por isso é que a gasolina velha pode causar "detonação" (3) no motor. Normalmente, quanto maior o número de carbonos na cadeia (mais pesada a molécula), menor é a octanagem.
Por isso, o querosene e outros solventes , se misturam à gasolina , fazem o motor "bater pino"(4). Estes componentes mais pesados também tem uma vaporização mais difícil. Quando expostos ao calor em estado líquido, vão se degradando e formam a conhecida "borra de gasolina" . A gasolina vendida no Brasil tem, por lei, 24% de álcool etílico em volume na sua composição, para reduzir a emissão de poluentes.   

sumario


(1) hidrocarbonetos -  hidrocarboneto é um composto químico constituído essencialmente por átomos de carbono e de hidrogênio unidos tetraedricamente por ligação covalente assim como todos os compostos orgânicos.
(2) octanagem - É a capacidade que determinado combustível tem de suportar calor sem entrar e combustão espontânea. isto significa que este pode suportar maior compressão sem explodir espontaneamente.
(3) detonação - Motores de combustão interna também são popularmente chamados de motores a explosão. Esta denominação, apesar de freqüente, não é tecnicamente correta. De fato, o que ocorre no interior da câmara de combustão não é uma explosão de gases, é uma combustão (queima controlada com frente de chama) ou deflagração. O que pode-se chamar de explosão (queima descontrolada sem frente de chama definida) é uma detonação dos gases, que deve ser evitada nos motores de combustão interna, a fim de proporcionar maior durabilidade dos mesmos e menores taxas de emissões de poluentes atmosféricos provenientes da dissociação de gás nitrogênio gerados durante a queima descontrolada. Ela ocorre quando um resto de combustível no final da combustão tem sua temperatura e pressão elevados a ponto de se auto-ignitar. Essa queima não controlada do combustível gera um ruído característico (conhecido como batida de pino apesar de nenhum pino bater, o ruído é proveniente da ressonância da câmara de combustão transmitida ao bloco) e eventualmente dano mecânico, principalmente em pistão, anéis, vela e válvulas.
(4) bater pino - É aquele ruido metálico que se ouve no motor em funcionamento..

Entenda fumaça que sai do escapamento do veiculo

“Entenda a cor da fumaça que sai do seu veiculo”


Agora vamos aprender a identificar a origem da fumaça no escapamento
Um motor em perfeito estado não deve apresentar fumaça durante seu funcionamento, salvo pela manhã durante o primeiro funcionamento onde um vapor de água pode se apresentar devido a condensação ou mesmo em veículos a álcool que possuem água no combustível, mas atenção, pois abaixo vamos descrever os motivos de cada tipo de fumaça, que indicam um defeito pior do que outro. 
FUMAÇA BRANCA 1
A fumaça branca encontrada em carros com motor aquecido, pode ser resultado da presença de liquido do radiador. Esse sintoma geralmente é provocado pela passagem de água através da junta do cabeçote defeituosa, que acaba atingindo a câmara de combustão e finalmente sai pelo escape. Uma falha de motor pode até mesmo ocorrer, pois em algum momento  o vazamento poderá atrapalhar a combustão, devido a contaminação das velas ou mesmo da mistura ar combustível. Nota-se também a diminuição do nível do reservatório do radiador. É importante que se resolva essa contaminação, pois caso a câmara de combustão venha se encher de liquido, um calço hidráulico pode acontecer e isso pode causar um grave dano ao motor.
Atenção - Quando a temperatura  ambiente está muito baixa, alguns vapores podem se formar devido a condensação e isso é normal.
FUMAÇA BRANCA 2
O fluído de freio pode ser queimado pelo motor graças a um conjunto de defeitos no cilindro mestre e no servo freio, onde o fluido vaza do cilindro e ao se depositar em um servo freio (hidrovácuo) furado, este passa a ser admitido pelo motor graças ao vácuo gerado pelo motor e consequentemente a fumaça gerada pela queima do fluído de freio é branca também. Saiba mais no vídeo abaixo.

FUMAÇA PRETA
A mistura rica de combustível conhecida como “excesso” é a culpada pela fumaça preta, pois o combustível acaba sendo queimado no escapamento aquecido. Essa fumaça é acompanhada por um forte cheiro, e pode ser resolvida com uma revisão no sistema de injeção eletrônica ou mesmo do carburador.
Atenção - A fumaça preta sempre vem acompanhada de alto consumo!

FUMAÇA AZULADA
A fumaça azulada é a mais preocupante, pois indica a queima de óleo lubrificante, e o consumo de óleo pode ser tão grande que o seu nível pode baixar muito rápido e provocar a falta de lubrificação do motor. Essa queima ocorre por desgaste em anéis, retentores de válvulas, ventilação de motor obstruída, defeitos em turbinas ou outros problemas, e pode ser necessária até mesmo a realização de uma retifica de motor entre outros!
Atenção – A fumaça azul geralmente é acompanhada de alto consumo de óleo e nunca confunda fumaça Azul com a Branca!
Segue algumas dicas para fumaça Azul/óleo
primeira dica é sobre o excesso do nível do óleo onde ele acaba se mantendo em contato direto com anéis e pistões e acabam contaminando a câmara de combustão e assim gerando a temida fumaça, onde bastará corrigir o nível e a fumaça cessará.
segunda dica fica a cargo do excesso de pressão dentro do motor por causa de uma ridícula obstrução do respiro do motor devido a falta de manutenção. Essa manutenção passa desapercebida inclusive por profissionais peritos em motor ou postos de troca de óleo que deixam de verificar os defletores de óleo (ante chamas) dos motores atendidos e que chegam a danificar retentores que provocam terríveis vazamentos de óleo como também a temida fumaça. No vídeo que encabeça essa matéria, nós citamos o Marea e seu respiro interno da tampa de válvulas, mas esse é apenas um exemplo, poi independente do projeto, a obstrução do respiro sempre irá causar o mesmo sintoma terrível que pode ser resolvido em menos de 10 minutos ao se verificar o ante chama ou respiro.
terceira dica são os retentores de guia de válvulas que com o passar do tempo acabam falhando e deixam passar óleo. Esse óleo acaba escorrendo pelas válvulas e contamina a câmara de explosão. Esses retentores em muitos casos podem ser trocados sem desmontar todo o motor e são os grandes culpados pela maioria dos escapamentos fedidos que encaramos pelas estradas.
quarta dica fica por conta de algum defeito na junta que fica entre o cabeçote e o bloco do motor que acompanhado de algum falhamento, também causa o sintoma da queima de óleo.

quinta dica fica pelo mais complicado, caro e demorado. Os anéis quando defeituosos, seja por desgaste ou quebra, acabam gerando um custo maior para a solução dos problemas, mas não se preocupe com despesas desnecessárias a respeito dos primeiros itens desta dica, pois verificar o respiro, nível de óleo, retentores  e junta, serão os menores dos custos e caso o motor precise ser aberto, todos eles naturalmente deverão ser revisados mesmo.

Curiosidades

Para você que sempre quis saber a respeito da logo marca do seu carro aqui vai o significado.

LOGO MARCA E SEUS SIGNIFICADOS


                                          Alfa Romeu

O símbolo é composto pela bandeira com a cruz vermelha (brasão da cidade de Milão, onde fica a fábrica) e pela serpente devorando um homem (símbolo usado pela antiga família real milanesa). O nome deste fabricante italiano, fundado em 1910, é a combinação da sigla A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) com o sobrenome do engenheiro Nicola Romeo, fundador da marca.



                                            Audi



As quatro argolas unidas representam as marcas alemãs que formaram a Auto Union, fundada em 1947. São elas: Horsch, Audi, Wanderer e DKW. No dia 1º de janeiro de 1985, a Auto Union passou a se chamar Audi AG, com sede empresarial em Nekarsulm, na Alemanha.



                                         BMW

Representa uma hélice de avião, nas cores azul e preta. Foi criada depois que os irmãos Karl Rath e Gustav Otto conseguiram permissão do governo alemão para produzir motores de avião, em 1917. O primeiro carro a ter o símbolo da marca alemã foi o modelo Dixi 3/15, de 1928. BMW é a abreviatura de "Fábrica de Motores da Bavária" (Bayerische Motoren Werk).


                                    CHEVROLET



Diz a lenda que o logotipo em forma de gravata borboleta foi baseado na ilustração do papel de parede de um hotel em Paris onde um dos fundadores da marca, William Durant, teria se hospedado, em 1908. Durant guardou a amostra na carteira para usá-la como símbolo da marca de automóvel que fundou em parceria com o piloto Louis Chevrolet.



 
                                                           Chrysler

A antiga estrela de cinco pontas, formada a partir de um pentágono com cinco triângulos, representa a precisão da engenharia. O logo atual é um escudo com asas, que já havia sido adotado entre as décadas de 30 e 50.





                                              Citröen

Os dois "V" invertidos, conhecidos na França como " Deux Chevron", simbolizam a engrenagem bi-helicoidal criada pelo engenheiro Andre Citroën, fundador da marca francesa





              

                                                             Dodge


O búfalo simboliza a cidade de Dodge, localizada no estado de Kansas (EUA), no oeste norte-americano


                                               Ferrari


Em 1923, Enzo Ferrari, então diretor de competições da Alfa Romeo, recebeu um convite para jantar com os pais de Francesco Baracca, herói da aviação italiana morto durante a 1ª Guerra Mundial. Logo após o jantar, o pai de Baracca ofereceu a Enzo o emblema que seu filho pintava nas aeronaves: um cavalo preto empinado sobre fundo branco. Enzo trocou o fundo branco pelo amarelo, reestilizou o cavalo e criou um escudo com formato próprio para abrigá-lo, acrescentando três frisos em vermelho, branco e verde - as cores da bandeira da Itália.




                                       Fiat

A sigla em letras brancas sobre fundo azul significa Fábrica Italiana de Automóveis de Turim.



                                     Ford

O símbolo oval com a assinatura de Henry Ford permanece quase inalterado desde a fundação da empresa, em 1903. Hoje ele inspira o desenho das grades dos carros da marca.





                                      Jeep

Marca norte-americana cuja origem vem da pronúncia, em inglês, da sigla G.P (General Purpose), utilizada para identificar os modelos destinados a vários tipo de uso.







                                            Lamborghini


O touro que aparece no símbolo dos esportivos italianos é uma homenagem do fundador da marca, Ferruccio Lamborghini, às touradas, pelas quais era fanático. Tanto que os carros da marca (Diablo e Murciélago) têm nomes de touros famosos.





                                         
                                                                                 Lotus


O nome vem da flor-de-lótus, e as iniciais ACBC no logotipo da empresa significam Anthony Colin Bruce Chapman, nome do fundador da marca em 1982.

                         Maserati


O logotipo da marca italiana representa o tridente de Netuno, símbolo da cidade de Bolonha. A fábrica foi fundada em 1919 pelos irmãos Carlo, Bindo, Alfieri, Ettore e Ernesto Maserati.


                                       
Mercedes-Benz


A estrela de três pontas representa a fabricação de motores para uso na terra, água e mar. Surgiu depois que Gottlieb Daimler enviou cartão postal para sua mulher, dizendo que a estrela impressa no cartão iria brilhar sobre sua obra.



                                            

Mitsubishi


Em japônes, "mitsu" significa três e "bishi", diamante. O emblema usa três diamantes para formar um triângulo, figura que tem três lados, que remete à resistência e preciosidade.



                                Nissan

A moldura azul (cor do céu e do sucesso na cultura japonesa) e um círculo vermelho ao fundo (que representam a luz do sol e a sinceridade) remetem ao provérbio "sinceridade leva ao sucesso". Nissan significa "indústria japonesa".
                                     
Peugeot

O leão estilizado, que representa a "qualidade superior da marca" e homenageia a cidade de Lion (França), é usado desde 1919. Desde então, o logotipo sofreu sete modificações.






                                 Porsche

São dois brasões sobrepostos - o da região de Baden-Württemberg e o da cidade de Stutgartt (o cavalo empinado), sede da marca alemã. A marca adotou o símbolo a partir de 1949.





                           Quadrifoglio

O trevo de quatro folhas dos esportivos da Alfa Romeo é o amuleto usado pelo piloto Ugo Sivocci, considerado herói da marca depois de ter morrido em um acidente, em 1923, no circuito de Monza (Itália). A partir daquele ano, todos os carros de corrida passaram a ter esse logotipo na carroceria.


                                  Renault


O losango parecido com um diamante foi adotado em 1925, para sugerir sofisticação e prestígio. Desde então, teve quatro mudanças de visual. O primeiro símbolo, de 1898, eram dois "R", em homenagem aos irmãos Loiuis e Marcel Renault, fundadores da marca francesa.




                                        Rolls Royce


Os dois "R" do logotipo eram estampados em vermelho. Com a morte de seus dois fundadores, Charles Rolls (1910) e Frederick Royce (1933), as letras passaram a ser grafadas em preto, em sinal de luto.




                                          
Saab



Uma das marcas sob controle da GM, a sueca Saab começou a fabricar aviões em 1938. O nome vem de Svenska Aeroplan Akteebolaget. A produção de automóveis começou em 1959. O logotipo circular tem um animal mitológico com cabeça de águia e garras de leão, símbolo da vigilância. O azul de fundo é a cor da marinha.







                                                    
Subaru

Na língua japonesa, Subaru significa "plêiade" (conjunto de estrelas). Isso explica a constelação adotada como logotipo da marca.





                                             Toyota

O desenho consistem em 3 elipses entrelaçadas. Em termos geométricos, uma elipse possui dois pontos centrais: um deles é o coração dos clientes e o outro é o coração do produto. A elipse maior unifica os dois corações. A combinação das elipses vertical e horizontal simboliza o "T" de Toyota.





                                                           Volvo

 O polêmico logotipo da marca sueca (que hoje é controlada pela Ford) é o símbolo da masculinidade - por esse motivo já foi muito contestado por movimentos feministas na Europa - representa a durabilidade e força de seus produtos.